Cidades Sexta-Feira, 13 de Setembro de 2024, 17h:28 | Atualizado:

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PIOR EM 44 ANOS

Seca severa em MT contribui para incêndios florestais; ações reduzem danos

Governo do Estado adota uma série de medidas para enfrentar tal situação

Da Redação

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A pior seca enfrentada em Mato Grosso nos últimos 44 anos e a baixa umidade do ar têm contribuído para a propagação rápida das chamas dos incêndios florestais. Desde o início do ano o Governo do Estado adota medidas para combater os incêndios florestais e evitar que eles aconteçam. 

“O Estado de Mato Grosso começou a se preparar ainda no final do ano passado para enfrentar os incêndios florestais neste ano, com o planejamento das ações de resposta e realização de ações preventivas para a conscientização da população. Antecipamos o período proibitivo, capacitamos e contratamos brigadistas, fizemos acordos com o Governo Federal e municípios. Tudo que fizemos foi para garantir uma redução dos danos, já que os incêndios florestais se tornaram inevitáveis devido às condições climáticas”, afirma o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Flávio Gledson. 

Nesta sexta-feira (13), Mato Grosso registrou 974 focos de calor. 

“Não só Mato Grosso, mas todo o Brasil e outros países estão enfrentando mudanças climáticas extremas. Estamos com alertas de ondas de calor e baixa umidade do ar, então precisamos que a população colabore e respeite o período proibitivo do uso do fogo para que a situação não se agrave ainda mais”, disse o superintendente de Proteção e Defesa Civil, Luis Cláudio Pereira da Cruz.

O uso irregular do fogo é crime, conforme prevê a Lei Federal de Crimes Ambientais e, neste ano, 17 pessoas já foram presas em 13 municípios pelas forças de segurança do Estado. Além disso, o Corpo de Bombeiros já aplicou mais de R$ 74 milhões em multas.

Para reduzir o impacto do fogo no meio ambiente, neste ano, o Governo do Estado investe R$ 74,5 milhões para a execução do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais. Foram executadas as seguintes ações:

Decreto de situação de emergência devido à seca severa, uma das piores dos últimos 44 anos, e aos incêndios florestais;

* Emissão de decretos antecipando e estendendo o período proibitivo do uso do fogo no Pantanal;

* Contratação de 150 brigadistas pelo Estado;

* Capacitação de 1.294 brigadistas para reforçar o efetivo;

* Capacitação de bombeiros militares para a realização da queima prescrita (técnica para criar uma barreira natural e evitar o espalhamento do fogo);

* Mapeamento de pistas de pouso e dos pontos de captação de água para apoio às ações de resposta aos incêndios;

* Melhoria nas condições de tráfego nas rodovias do Pantanal, com patrolamento, encascalhamento e substituição de pontes de madeira, para garantir o apoio logístico;

* Elaboração de nota técnica orientativa para os produtores rurais, propondo as estruturas mínimas que devem ser mantidas para evitar o alastramento do fogo na região;

* Reuniões para orientação de ações de prevenção e preparação com proprietários de hotéis e pousadas, além da comunidade;

* Contratação de quatro aviões agrícolas para o trabalho de combate direto às chamas;

* Contratação de cinco médicos veterinários para atuar durante o período de incêndios florestais. São profissionais de Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Todos especialistas em animais silvestres;

* Outros quatro veterinários ficam na Base Jaguar do Exército, KM 120, na Transpantaneira, para atendimento de ambulatório com equipamentos e ultrassom;

* Posto de atendimento emergencial na região da Transpantaneira e possui equipe especializada para o acolhimento de animais silvestres, com convênios com clínicas veterinárias e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT);

* Aquisição de van para o transporte especializado de animais silvestres, equipamentos, medicamentos e outros insumos para o atendimento aos animais;

* Intensificação do monitoramento da fauna silvestre do Pantanal, por meio do trabalho realizado com as Câmeras Traps. A ação permite identificar pontos de importância ambiental e emergencial;

Criação do cadastro de voluntários para atuação estratégica envolvendo animais silvestres, dentro de Unidades de Conservação Estaduais;

* Construção de aceiros, poços artesianos e açudes que servem de bebedouros e abrigos para animais;

* Capacitação de profissionais para manejo e contenção de animais silvestres em eventos climáticos extremos, como incêndios florestais;

* Monitoramento em tempo real da situação dos incêndios em todo o Estado, via satélite, na Sala de Situação do Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá, para auxiliar as equipes em campo.

O Governo também firmou um pacto interfederativo com o Governo Federal, Mato Grosso do Sul e os Estados da Amazônia Legal para o combate ao fogo no Pantanal e Amazônia; e ainda estabeleceu um protocolo inédito com a Associação Mato-grossense de Municípios (AMM) para reforçar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.

Por fim, importante ressaltar que ao longo de cinco anos de gestão, o Governo de Mato Grosso construiu:

* 1° Pelotão Independente dos Bombeiros em Poconé

* 2° Pelotão Independente dos Bombeiros em Santo Antônio do Leverger

* Dois novos quartéis em Sinop e no Distrito Industrial, em Cuiabá

Batalhão de Emergências Ambientais, que faz o monitoramento do Estado

* E fez aquisições de mais de 3,5 mil equipamentos para combate em incêndios, entre auto tanques, caminhões com plataforma elevada, busca e salvamento, soprador, mochila costal, capacete, luva entre outros.





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